quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Sambaicaitá


Estes são os caras que estão fazendo uma música instrumental de rocha em Alagoas. Coisa nova, autoral, quentinha recém saída do forno. Ao meu ver, seria presença obrigatória no Maceió Jazz deste ano (2011). Massa mesmo.

Endi Silva é criativo e musicalmente doidão, no melhor sentido possível, além dos violões, ele também passa a assumir os pianos no trio. Meu querido amigo André Meira mostra a que veio e por isso é um dos mais requisitados baixistas de Maceió, já fez som conosco no Coisa Linda, toca com Vitor Pirralho e em outras frentes de batalha por aí. O batera Robson Pires é outra novidade bem vinda na cena musical alagoana.

É isso aí. Gente nova e talentosa como eles merece oportunidades para desenvolver seu trabalho. Este trio, por mais despretencioso que seja, não deve ser subestimado pela pouca idade e produção relax. os caras são grandes músicos e se depender de qualidade e criatividade, eles vão longe.

Aliás, a música instrumental alagoana precisa mesmo respirar novos ares.

Escute o som dos caras aqui neste link.




terça-feira, 5 de julho de 2011

Oxe Chas, que peste é isso?

John Constantine é, sem sombra de dúvida, um dos personagens mais interessantes surgidos nos quadrinhos dos anos 80 pra cá. Criado pelo maestro Alan Moore como coadjuvante em uma história do Monstro do Pântano, para estrear sua própria série solo, Hellblazer, e se tornar um sucesso editorial com o grande roteirista Jamie Delano, que deu consistência e personalidade ao mago inglês.

Recém lançado no Brasil pela Panini, a edição mais que especial Pandemônio traz o roteirista original da série em sua melhor forma, resgatando John da fase chata do Brian Azzarelo, que é um bom escritor, mas não soube imprimir sua marca no personagem sem descaracterizá-lo. Mais um exemplo de que não é aconselhável deixar John nas mãos de americanos certo? Ou preciso lembrar daquele filme horroroso com o Keanu Reaves? Heresia pesada!

John paulistano mano?!

Depois dos Constantines americanos, chegamos aos equívocos recentes de tradução pauliscêntrica da Panini/Vertigo para o personagem. Um tradutor simplesmente não pode usar termos como “mano” e “zoado” e achar que isso é uma linguagem universal em um país de proporções continentais como o Brasil. Existem leitores que compram estas revistas aqui em Maceió, em BH, Porto Alegre ou Belém.

É preciso respeitar a diversidade cultural e tomar mais cuidado com esse tipo de coisa. Meu conselho é viajar e conhecer o país minimamente, e ver que cada lugar tem seu próprio universo de sotaques e expressões que NÃO devem ser usados, buscando-se os termos e expressões mais universais e coerentes possíveis. Depois da carioquização da Tv pela Rede Globo, só falta um paulistaneamento dos quadrinhos. Por favor, né?

Não tenha dúvida, que “mano”, “zoado” e outros termos paulistanos, são percebidos pelo restante de fãs de quadrinhos do Brasil de forma tão caricata quanto se eu fosse traduzir uma fala de Constantine dizendo pro seu amigo taxista, “Eita Chas, me leve naquela peste daquela vala sujeira ao sul de Londres, vou resolver essa fuleiragem com esses cabras”.

Como eu acho que trabalho nunca é demais, precisando de tradutor, tenho o Cambridge FCE em inglês, espanhol fluente também, sou jornalista e editor. Good bye e muchas gracias.

(Imagem acima, John Constantine por Marcelo Cabral, em esferográfica e marcador de texto sobre papel).

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Consumo Consciente

Em Maceió, ao comprar uma vassoura por 8 R$, você fortalece uma cooperativa de catadores e varre a poluição de nossas praias, rios e lagoas.

Toneladas de lixo passam décadas para desaparecer da natureza, como o plástico e garrafas PET, poluindo praias, rios e lagoas em Maceió. Um problema sério que destrói nossas belas paisagens e pode inviabilizar o turismo. Não existem soluções milagrosas, em longo prazo, a mais importante, é a educação, para sensibilizar sobre o correto destino do lixo.

Mas iniciativas como as vassouras ecológicas, produzidas pela Cooperativa de Catadores da Vila Emater, a Coopvila, apontam para soluções práticas hoje, que além de reduzir a carga de lixo no ambiente natural, garante trabalho e sustentabilidade para as famílias dos cooperados. Mas para isso acontecer, o consumidor maceioense, a sociedade alagoana, deve participar desta campanha.

Vassouras de ótima qualidade, produzidas com garrafas PET e madeira legal. Por 8 R$ você ajuda a Coopvila a reciclar Maceió! Seja um consumidor consciente, entre em contato com a Coopvila pelo número (82) 3355-5196 e colabore para varrer a poluição de nossa bela capital. Visite a Coopvila, na via principal do Sítio São Jorge, Rua Presciliano Sarmento, 44/A.

O projeto dos núcleos produtivos é uma iniciativa do Ceasb. A CHESF e o Governo Federal apóiam este projeto.

Coopvila – Reciclando Maceió
(82) 3355-5196
E-mail: ceasb.al@ceasb.org.br

terça-feira, 1 de março de 2011

Hoje é o dia do catador!

Parabéns aos que fazem este trabalho tão importante para a limpeza e a saúde de nossas cidades! Continuem na luta por dignidade, por reconhecimento e cidadania. Ah! E obrigado por terem criado a coleta seletiva! Agora, cabe a todos nós, pessoas, empresas e governos, fortalecer o trabalho desta categoria rumo a um ambiente mais saudável e racional de consumo. Um abraço especial para todos na Cooperativa de Catadores da Vila Emater - Coopvila, em Maceió, com quem já tive a honra de trabalhar, através do Ceasb, quando a formação da cooperativa ainda era só um sonho. Força na luta!!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Coisa Linda, Ding e DJ Barão no Skol Maceió Independente





















Foto: Coisa Linda ao vivo no lançamento de Rochedo de Penedo. Por Raul Plácido



Fim de tarde na Praia da Sereia, localizada a poucos minutos do Centro de Maceió, no litoral norte da capital. Este é o cenário para o encontro de duas bandas que vem chamando a atenção do público local com repertórios autorais consistentes, Coisa Linda Sound System e Ding, que vão animar a tarde e noite do domingo 27/02, a partir das 17:00h no Bar do Titio, dentro da programação Skol Maceió Independente.

Nós do Coisa Linda Sound System, vamos apresentar o set do novo disco, Rochedo de Penedo, com grooves, rocks, baladas e beats eletrônicos, em canções e temas instrumentais como Gravidade, Flor da Montanha, O Velho e Grude, além de algumas músicas antigas, selecionadas dos nossos discos anteriores.

O Ding é uma das boas novidades da música independente em Maceió. Com uma sonoridade pra cima e canções praieiras, a música produzida por eles é a trilha sonora do pôr do sol na Praia da Sereia. Para completar a noite, a discotecagem de DJ Barão, um dos mais requisitados em solo alagoano para animar as melhores festas. Imperdível

Serviço: Coisa Linda Sound System, Ding e DJ Barão no Skol Maceió Independente.
Onde: Bar do Titio, Praia da Sereia (Obs: Parada de ônibus em frente ao evento).
Data: 27/02
Horário: 17:00h.
Preço: 10 R$.
Contato: penzofilho@hotmail.com

Mais informações, áudio, fotos e links na Agenda Overmundo.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Ação Alien - Coisa Linda Sound System



Mais um vídeo do show de lançamento de Rochedo de Penedo. Essa música é bem direta, e trata do que vemos todos os dias: Gente colocando a culpa de todos os males nos governos que eles elegeram e nos demônios que eles criaram. Que reclamam da sujeira e degradação ambiental, enquanto jogam lixo pela janela do carrão de luxo. De quem fala muito e não faz porra nenhuma. Ação Alien é sobre esta alienação esquizofrênica da nossa sociedade. De quem é a culpa? Aliens infiltrados que desejam enfraquecer nossas estruturas com objetivos de dominação global?...Provavelmente...Ou talvez, jamais saberemos...

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

She Are










O selo alagoano Popfuzz Records inicia 2011 apresentando o primeiro traba­lho da banda She Are. Esse é o 11º lançamento do selo. A banda She Are integra o coletivo Popfuzz e teve sua origem na cidade de Arapiraca, agreste alagoano, em meados de 2009. Formada por: John Harisson (bateria), Emilio Lima (guitarra), Marcos Cajueiro (PC Keybo­ard) e Tales Maia (synths), o grupo surge com a proposta de construir uma sonoridade eletrônica mesclando breakbeat, trip hop, psytrance, 8 bit e indie pop, ou ainda, “retrospace beat".

O EP virtual da banda, auto-intitulado (baixe aqui), surpreende pela diversidade de timbres eletrônicos bem escolhidos, guitarras sim­ples e distorcidas, e batidas que alternam a experimentação e o clima de pista total! As quatro faixas instrumentais do EP fo­ram batizadas apenas como Beat 1, Beat 2, Beat 4 e Beat 8. Assim mesmo, sem muito detalhe para os títulos. Foco na música.

Beat 1 tem uma sonoridade vintage e umas linhas de baixo empolgantes que anunciam a batida quebrada e modesta, mas que cresce gradualmente para um final “todo mundo dançando” de dissonâncias eletrônicas. O segundo beat vem numa onda trip hop para depois cair num batidão com guitarradas na orelha, e uma seqüência de efeitos que criam umas atmosferas que em alguns momentos lembram o grande Daftpunk. Beat 4 tem uma pegada mais rock e a faixa 8 chega com mais melodia, encerrando o EP com um clima lounge de acordes melancólicos.

Um bom conjunto de músicas é aquele que é bom para escutar dançando na balada, trabalhando em frente ao computador ou dirigindo sem pressa na es­trada. Este EP do She Are vai bem nas três opções, e, se isso é só o começo, aguardamos as próximos beats dos caras.