terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Coisa Linda no Grito Rock 2010

Massa do mundo a participação do Coisa Linda Sound System nas edições Maceió e Recife do Grito Rock America do Sul 2010. Na noite de sexta-feira 05/02, o coletivo Popfuzz promoveu uma linda festa em Maceió, provando que a diversidade é a cara do carnaval. O evento aconteceu dentro da programação do Jaraguá Folia, tradicionais prévias carnavalescas da capital alagoana, no bairro histórico de Jaraguá. Os shows conviveram harmoniosamente com os blocos de marchinhas e frevos que desfilavam nas ruas ao lado da Praça Marcílio Dias, onde rolou o Grito Rock.

O evento teve presença massiva do público rocker da cidade e dos curiosos que não esperavam aquele tipo de música no carnaval. Entre maceioenses e turistas, o povo aplaudiu as bandas que se apresentaram no evento, grupos vindos da Paraíba, Rio Grande do Norte, Acre, além dos artistas alagoanos de Arapiraca e Maceió.

Final do excelente show do Gato Negro, hora do Coisa Linda subir no palco.

O show foi concentrado no repertório do novo disco, Da Vida e do Mundo. A turma da banda estava no gás total e todos concordam que foi um dos shows mais legais dos últimos meses. O público também curtiu a apresentação e comprou discos na Banquinha Popfuzz. Esperamos que curtam bastante e apareçam nos shows!

Perdi algumas bandas no final do evento, tinha que descansar um tanto. Na manhã seguinte partiríamos pro Grito Rock Recife!

8:00 da matina. Passar na casa dos cabra, carregar o carro e partir pra Pernambuco. A viagem foi tranqüila, eu no volante, Aldo Jones na função de DJ, Dinho e Peixinho na comédia lá atrás. Pura fuleiragem.

Chegando a Recife, colamos rapidinho na casa do pessoal do Lumo Coletivo, e viva o Google Maps! A turma nos recebeu super bem por lá, com uma feijoada incrível sob as sombras das árvores. Uma conversa boa, prosa vai, prosa vem, e Peixinho tratou de descolar umas cervejas. Ficamos nessa por aí, fizemos contato com o pessoal do Coletivo Mundo, de João Pessoa, e com as bandas com quem dividiríamos o palco logo mais a noite. Fomos descansar um pouco, mas o excesso de riso nos impedia de pregar o olho. Peixinho além de ótimo baterista, tem uma veia comediante incontrolável, Dinho também não facilita na tiração de onda. Dizem que rir faz bem pro coração. Ótimo.

À noite o pessoal do Lumo nos levou pra fazer um rango e seguimos pro show. Chegamos ao espaço onde acontecia o evento na comunidade de Santo Amaro e encontramos muitas crianças e moradores que assistiam curiosos ao rock de bandas do Piauí, Paraíba e Pernambuco. Chegou nossa hora de tocar e subimos no palco do Grito Recife. Apresentamos o mesmo set da noite anterior, que também teve uma boa receptividade por parte do público presente.

Ambos os eventos estão de parabéns pela capacidade de integrar, de juntar tudo e misturar. O Coletivo Popfuzz em Maceió por fazer o rock em harmonia com o carnaval, agregando novos públicos, promovendo a diversidade cultural e a tolerância entre as diferenças. O Lumo Coletivo por promover o evento em uma comunidade que dificilmente teria acesso a bens culturais como shows de rock através da TV aberta ou das FM Jabá, uma iniciativa de formação de platéias e democratização de acesso à música urbana produzida nas cidades do nordeste. Parabéns aos coletivos, ao Circuito Fora do Eixo, e obrigado pelo convite. Acompanhe também as experiências dos camaradas Sex on the Beach (PB) e Caldo de Piaba (AC) nos relatos de suas respectivas turnês. Veja a cobertura do Grito Maceió no Sirva-se. (Foto por Vanessa Mota).

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Coletivo Popfuzz promove Grito Rock 2010 em Maceió e Arapicara.

Pela primeira vez em Alagoas, o evento terá 11 shows nas duas cidades durante as prévias de carnaval

“União é força”. Durante muitos anos esse slogan foi repetido em inúmeras reuniões de músicos e produtores da cena de música independente em Maceió, na tentativa de organizar o setor no estado. Apesar de algumas iniciativas e tentativas interessantes, a coisa ficou mais no slogan mesmo, com pouca ação prática. Houve claro, raras exceções, como a banda 70º Blight, que produziu três edições do Festival Acendedor de Lampiões, promovendo intercambio com bandas de outros estados e regiões, nos já distantes anos 90.

Lá pela metade dos anos 00, uma turma que reunia bandas e produtores iniciantes de Arapiraca e Maceió surgiu para fazer valer o slogan e partir para a prática. Inicialmente idealizado como um selo, o coletivo Popfuzz realizará em 2010 a 6a edição do Festival Maionese, que acontece todos os anos no mês de maio em Maceió, produzido na raça de forma coletiva e colaborativa pelos integrantes do grupo. Eles ocuparam espaços importantes nas duas cidades, e claro, na internet, revelando bandas como Neon Night Riders, Super Amarelo, My MIDI Valentine, entre outras.

Todo esse movimento despertou a atenção de músicos, produtores e jornalistas locais. O coletivo elegeu um delegado para as assembléias setoriais de música e também passaram a integrar o Circuito Fora do Eixo. Sobre esta parceria, com a palavra Caíque Guimarães, integrante do Popfuzz, “as conversas começaram pessoalmente durante o Festival Mundo, em João Pessoa, o perfil do Popfuzz era muito próximo ao dos outros coletivos do Circuito Fora do Eixo. As reuniões tiveram continuidade durante a Feira Música Brasil em dezembro e foram estabelecidas algumas metas, como a realização do evento Grito Rock em Arapiraca e Maceió".

My MIDI Valentine

A parceria firmada já rendeu bons frutos, com a passagem por Maceió da Turnê Fora do Eixo Nordeste, em 13/12/09, que trouxe para a cidade os shows das bandas Burro Morto (PB), Porcas Borboletas (MG) e Macaco Bong (MT).

05/06 Grito Rock Maceió – Jaraguá Folia

Dentro das prévias carnavalescas do Jaraguá Folia, o Grito Rock Maceió 2010 apresentará uma diversidade de sons no palco montado na Praça Macílio Dias, no bairro histórico da capital alagoana. Na programação, diretamente de Arapiraca, a banda Gato Negro e o experimentalismo eletro-acústico-minimalista da dupla My MIDI Valentine. Do Rio Grande do Norte vem o rockão pesado e bem feito do Pumping Engines, além da surf music do Sex on The Beach, de Campina Grande, e os acreanos do Caldo de Piaba. As bandas locais Dad Fucked and the Mad Skunks e Coisa Linda Sound System completam a programação.

06/02 Grito Rock Arapiraca – Lago da Perucaba

O evento abre espaço para as bandas da cena rock de Arapiraca, com os grupos Sra. Rita e Sub Produto do Rock. Da capital, se apresentarão no Lago da Perucaba as bandas Baztian e Cross the Breeze. As atrações de outros estados que tocam no Grito Rock Maceió 2010 também se apresentam na edição arapiraquense.

As bandas alagoanas Baztian e My MIDI Valentine se apresentam também no Grito Rock Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco, no dia 04/02. E o Coisa Linda Sound System toca em 06/02 no Grito Rock Recife 2010.

O Festival Grito Rock acontece em mais de 70 cidades durante o período carnavalesco. É uma realização da Associação Brasileira de Festivais Independentes (ABRAFIN), em parceria com o Circuito Fora do Eixo, Casas Associadas e Brasil Música & Artes. O evento é o mais abrangente festival integrado da América Latina. Além de diversas cidades brasileiras, Buenos Aires e Córdoba (Argentina), Montevidéu (Uruguai) e Santa Cruz de La Sierra (Bolívia) estão no roteiro.

Apoiam este evento em Alagoas: Farmacia Sao Tiago, CMI, Pharmapele, Hotel Nacional, Center Graf, Camara dos Vereadores de Arapiraca, Drive In, Botequim Paulista, Albergue Lado B, Fundação Municipal de Ação Cultural Maceió, Marka Viva.

SERVIÇO
O quê: Festival Grito Rock Alagoas
Onde e quando: No dia 05 de fevereiro em Maceió, na praça Marcílio Dias, às 17h, e no dia 06 de fevereiro em Arapiraca, no Parque Ceci Cunha, às 18h
Entrada franca
Informações: (82) 9925 9684 e www.popfuzz.com.br

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Kseniya Simonova!



A jovem artista ucraniana Kseniya Simonova, de apenas 24 anos, foi a vencedora do Ukraines Got Talent 2009. Sua animação na areia é arte pura, que fala direto aos sentidos e às emoções, sem barreira alguma. Arte visceral, de uma força estética absoluta.

Qualquer um que assistir isso aí sem se emocionar nem um pouquinho tem sangue de barata e coração de gelo. Para assistir sempre que duvidarmos da capacidade humana de criar a mais pura beleza!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Viva as armas de brinquedo!

















Maceió, 26/11. Na Tv, reportagem sobre campanha DESARMAMENTO INFANTIL (!?). Coisa interessante né? Mais ainda são as imagens de políticos e autoridades aplaudindo rolo compressor destruir 3.000 espadas thundercats, espadas jedi, pistola de plástico e assustadoras metralhadoras de água. Recordistas de violência, trabalho infantil e analfabetismo destroem brinquedos às vésperas do Natal. Pobres meninos da Favela do Lixão e do Sururu de Capote, quem dera uma espada daquela pra brincar. Surreal Maceió. Patético.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Jr. Black em vermelho, azul e verde


O cantor pernambucano Jr Black (Dj Dolores, Negroove) se lança em vôo solo. O novo disco, RGB, deve sair do forno em breve. Black assuntou comigo sobre o trabalho, rumos da carreira e experiências de sua atuação na música e outras linguagens artísticas como teatro e cinema. Senhoras e senhores, Jr Black!

Marcelo Cabral - Salve Black! O disco vai chamar RGB certo? Pra quando está previsto o lançamento?

Black - Salve, Marcelo! Ok. Estamos na fase orçamentária da prensagem. Em breve ele irá para a fábrica, e aí sairá das nossas mãos, entrando na correria da indústria fonográfica nacional e tal, mas nosso pensamento é de lançá-lo até o final do ano.

MC - A faixa título é um petardo dançante. Baita groove. o disco vai seguir essa linha "dança do antílope africano"? A idéia é essa?

Black - Hahaha! Digamos que o antílope saiu da África para dar um volta em outras savanas. No entanto, minha filosofia musical continua a mesma: Música para divertir, dançar e, eventualmente, no que concerne à condição de letrista, além da ironia e do inusitado, compus umas coisas que tocam temas diversos como o gospel-brodagem, a sensualidade, questionamentos sobre a vida e 'otras cositas más', que quem sacar o disco vai perceber.

MC - Que significa RGB? Como foi o processo de gravação e produção, quem gravou ou participou do disco?

Black - RGB é a sigla em inglês para 'red', 'green' e 'blue' (vermelho, verde e azul), que representa um padrão para a síntese de cores em transmissão eletrônica ou digital. Foi o termo que escolhi para expressar essa nova fase da minha vida, agora solo e mais voltado para a sonzeira que o eletrônico é capaz de fazer, do encontro com novos músicos e de uma visão pluralizada de direcionamentos na carreira.

O processo de composição e gravação foi bastante rápido e colaborativo. Eu me vi inserido mais uma vez num ambiente muito prazeroso de trabalho, onde velhos e novos parceiros deram contribuições bastante valiosas num período de aproximadamente seis meses, contando do fim do inverno no ano passado até o verão de 2009. Agora estamos vivenciando os momentos finais da produção, diga-se de passagem, levada desde o início por outro músico talentosíssimo, que também foi um dos produtores do disco junto ao China e Chiquinho (Mombojó), Homero Basílio.

Além deste caras, participaram musicalmente do disco Felipe S., Marcelo Machado e Vicente Machado (Mombojó), André Édipo e Chico Tchê (ex-Bonsucesso Samba Clube), Dengue (Nação Zumbi), Vitor Araújo, Hugo Gila (Orquestra Contemporânea de Olinda e Academia da Berlinda), Brig82 e Diogão (Pescoço Colorido), Chaps (Albuquerque) e as meninas Catarina Dee Jah e Cláudia Beija... Além disso, ainda tive as chegadas visuais e gráficas de Justino Passos e foto de Marcelo Lyra, e mais uma pá de colaboradores geniais além-disco, como Diogo Guedes, da A Banda de Joseph Tourton, no myspace, Pedro Escobar e André Nunes (Fim de Feira) no vídeo e mais... e por quem sou muito grato.

MC - Depois do Negroove, você trabalhou como vocalista do Dj Dolores, tocou no Brasil e na Europa com ele, como tem sido essa experiência?

Black - Tem sido bastante engrandecedora e saudável. Existe um patamar no universo DJ Dolores onde se leva muito trabalho para chegar e manter. Fazer parte desse momento representa um crivo bastante significativo para a manutenção de um todo que é a minha carreira pessoal. A possibilidade de expansão e aprendizado profissional são grandes aditivos nessa empreitada com Dolores. Quando ele me chamou pra cantar a frente de sua nova formação, o Negroove já tinha suas atividades suspensas há mais de semestre, estava pedindo baixa da guerrilha da Mesa de Samba Autoral aqui em Recife e às voltas com o núcleo Das Caverna e processo de composição de RGB. Pois bem, depois do convite dele, tive apenas 10 ensaios para arrumar as malas e viajar para a Europa, daí dá pra você entender bem do que estou falando.

MC - Em seu trabalho existem várias referências à cultura afro-brasileira e africana mesmo. Você tocou no palco da música negra no Mercado Cultural de Salvador, por exemplo. Você tem algum envolvimento com o movimento afro? Qual a origem desse teu mote?

Black - Eu me envolvi muito com o lúdico das questões afro-brasileiras a partir de 2001, quando ainda era professor de inglês e tocava amadoristicamente, antes do Negroove ainda, e vi um cartaz em frente ao Museu da Abolição, sede do IPHAN local, oferecendo um curso de percussão com Ilú, instrumento muito usado no Xangô, Umbanda e Jurema locais. Eu passei a freqüentar terreiros de Xangô (outro nome para o Candomblé aqui), os eventos da Terça Negra no Pátio de São Pedro (famoso palco das manifestações culturais afro-brasileiras no centro da cidade), a conhecer mestres e outros músicos, e fui me apaixonando, mantendo sempre 'a distância de um cientista', digamos. Li, bebi, comi e conversei muito a respeito com as pessoas certas. Cheguei até a participar de alguns fóruns da ala jovem do MNU (chapa do movimento negro constituído em Recife). Degluti tudo isso mixando a minha realidade de rapaz criado no seio da classe média em um bairro da zona sul chamado Setúbal, ambientes que dificilmente poderiam me prover essa experiência, e criei o Negroove. Foi o máximo que pude fazer de todo o conhecimento que adquiri e foi muito massa!

MC - Você também atua em outras frentes artísticas, como dublagem, teatro, cinema e locução, certo? Uma vez assisti um curta de animação, “O Jumento Santo e a Cidade Que Se Acabou Antes de Começar”, em uma mostra do projeto Acenda Uma Vela aqui na praia de Garça Torta onde moro em Maceió, e lá estava você, dublando o jumento certo? Fale um pouco sobre essas suas atividades.

Black - O teatro me veio primeiro, no começo da década, através do contato com o diretor Marconi Bispo, que conheci durantes os anos da minha peregrinação na afrobrasilidade e tal. Participei da direção musical e tocando em duas peças dele que tinha a ver com tudo naquele momento: um espetáculo musical chamado 'Ago Mojubá', que rolou no SESC Casa Amarela, e uma releitura umbandística para 'McBeth', de Shakespeare, no teatro Hermilo Borba Filho.

Dublagem é um sonho antigo, mas morar em Recife torna tudo inicialmente muito difícil de acontecer pela inexistência de um mercado consistente, laboratórios etc. No entanto, há alguns anos vem se configurando um núcleo de animação digital da pesada por aqui (Faculdade AESO Barros) e rolou a oportunidade de ser dirigido por William Paiva, Léo Domingues e uma galera neste projeto belíssimo, do qual tenho muito orgulho de ter feito.

No cinema a mesma coisa: do contato com os amigos da Símio Filmes (esfinge de uma pá de talentosíssimos jovens cineastas locais), eles viram um potencial em mim no campo da atuação/narração, e então trabalhei no primeiro longa de Daniel Bandeira chamado 'Amigos de Risco', com Rodrigo Riszla, Paulo Dias e Irandhir Santos e no 'KFZ-1348', de Marcelo Pedroso e Gabriel Mascaro. Recentemente, fiz locução pro 'Pacific', novo filme de Pedroso, e atuei no primeiro trabalho de Juliano Dornelles como diretor, o 'Mens Sana in Corpore Sano', bem como de 'Recife Frio', ficção de Kléber Mendonça Filho, outra pedra pesada da tela grande, que aconteceu porque ele viu minha atuação nos trampos da Símio. Uma coisa leva a outra. E ah! Acabei também de dublar duas personagens em mais uma nova animação de William em parceria com Pedro Sevérien, que está no forno já e se chamará 'O Homem-planta'. Atuo no mercado publicitário local em spots para TV e rádio, majoritariamente para um estúdio classe A chamado Onomatopéia, e essa tem sido uma grande escola também.

MC - Cara, você tocou com o Genival Lacerda! Sou fã dele! Como que foi isso?

Black - Véio, nem me diga! Genival é um monstro do tamanho dele, um cara que bateu muitos cartões-de-ponto na construção de parte significativa da música brasileira como um todo. Foi tudo muito rápido e aquém do que eu esperava ser esse nosso encontro durante um evento realizado no São João do Recife, muito pela condução de tudo nos bastidores e da forma como produzem atualmente seu show (que não tem mais nada a ver com aquilo que ouvi nos seus LPs cascas quando menino) do que qualquer outra coisa, e da qual a figura de Genival está muitíssimo acima, mas que me marcaram muito negativamente na ocasião; não houve sequer um ensaio ou um cuidado em sermos decentemente apresentados, só para constar. Acho que cantei duas músicas com ele, enquanto o público dançava enlouquecido e suas dançarinas despejavam malícia num palco alegre e colorido. E por essas e outras acho que a ficha nunca vai cair.

MC - Com o lançamento do novo trabalho, quais as perspectivas para este segundo semestre e 2010?

Black - Iniciamos o trabalho de shows ainda sem o disco. O debut se deu na segunda noite do Coquetel Molotov em setembro deste ano, e fizemos uma segunda apresentação semana passada. Estamos azeitando tudo com uma banda enxuta e dinâmica, e as perspectivas agora são quase que estritamente divulgacionais. Tem muita gente envolvida no processo e desejamos tocar e trabalhar muito. Alea jacta est.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Coisa Linda Sound System ao vivo no Posto 7



















Dentro do calendário de lançamento do disco Da Vida e do Mundo (2009), do Coisa Linda Sound System, nos apresentamos no palco montado na orla de Jatiúca em Maceió, no Posto 7, em um evento aberto ao público, numa noite incrível de lua cheia. O show foi muito massa e agora disponibilizamos o resgistro (áudio) dessa apresentação para baixar aqui, com músicas do novo disco e do primeiro trabalho, Marcelo Cabral e Trio Coisa Linda (2005). Nossos agradecimentos ao Ademir da Web Rádio Maceió pela captação.

District 9

Faz é tempo que não produzem um filme de ficção científica tão bom como District 9 (2009). Dirigido pelo sul-africano Neill Blomkamp e produzido por Peter Jackson, o longa-metragem já começa em um ritmo frenético, no qual vemos uma nave não identificada gigantesca pairando sobre Johanesburgo através de câmeras de segurança, imagens "jornalistícas" altamente convincentes, câmeras de mão, depoimentos de moradores da cidade, estudiosos e políticos. Alucinante.

Aparentemente, a nave simplesmente quebrou, deixando uma horda de alienígenas desnutridos e doentes, sem nenhuma condição de contato com seu mundo natal. Os refugiados, apelidados de "camarões", são recebidos a contra gosto na África do Sul, onde passam a viver em uma favela de Johanesburgo em condições subumanas (?!) ao lado de outros imigrantes indesejados, os nigerianos, em um enorme gueto absolutamente assustador, muito menos pelos "visitantes" que pela crueldade da natureza humana que o filme pretende retratar.

District 9 surgiu de uma tentativa fracassado de filmar uma versão cinematográfica do game Halo. Que sorte, para nós fãs de ficção científica (e de uma boa história) que a adaptação do jogo não deu certo.

Os efeitos especiais são especiais mesmo, sem comprometer em nada o roteiro, como deve ser. Imagens matadoras. Ação total. Crítica social. Um filme da porra! Assista!